sábado, 21 de novembro de 2015

O mundo sobre as questões ambientais.

Acho que todo mundo já percebeu que sustentabilidade é o assunto do momento a um bom tempo, mas esse assunto vai ser tratado apenas como "palavras pequenas", como diria Cássia Eller, ou realmente as grandes potências estão tomando posições quanto a esse assunto?

Aposto que muita gente já ouviu falar sobre COP e Protocolo de Kyoto, mas não conhece muito bem o histórico desses dois projetos e muito menos o motivo pelo qual eles não apresentam resultados.
COP é a sigla para Conferência das partes, tem como objetivo discutir mudanças climáticas e a biodiversidade, em especial a emissão de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera em níveis elevados.

A primeira COP sobre as mudanças climáticas ocorreu na Alemanha em Berlim em 1995, onde se sugeriu a criação de um protocolo para a redução da emissão de gases poluentes. Durante a COP 1 foram estabelecidas as diretrizes do mandato de Berlim no qual países desenvolvidos tinham maiores responsabilidades com a estabilização de emissões de GEE.

Durante a COP 3, que aconteceu na cidade de Kyoto no Japão, em 1997, foi aprovado o protocolo de Kyoto, esse protocolo tem como objetivo firmar acordos e discussões, em especial por parte dos países desenvolvidos para estabelecer metas na emissão de GEE.

Apenas as nações ricas são obrigadas a reduzir suas emissões, as outras (em desenvolvimento) como Brasil, China e Índia, embora sejam grandes poluentes, podem participar do acordo, mas não são obrigados a nada.

Os Estados Unidos, o segundo maior emissor de carbono do planeta, negou-se a ratificar o protocolo com a alegação de que isso prejudicaria a economia Americana. Outros países também se recusam a participar do acordo como, por exemplo, a Austrália.

Mas de 1997 a 2012, ao invés de redução, houve aumento da emissão de GEE. O Instituto de Energias Renováveis da Alemanha (IWR) divulgou dados mostrando que as emissões de gases do efeito estufa estavam em 22,7 bilhões de toneladas em 1990 e em 33,2 bilhões de toneladas em 2010. Somente em 2011 foram liberadas 34 bilhões de toneladas, um novo recorde, ficando quase um bilhão de toneladas acima da marca de 2010. O IWR mostrou que as quedas que ocorreram em 2008 e 2009 foram causadas exclusivamente pela recessão econômica mundial e não por ações de redução de emissões de GEEs.

Durante a COP 6 as negociações são canceladas por discordância entre as partes, em especial os Estados Unidos e a União Européia, relacionados ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, mercado de carbono e financiamento de países em desenvolvimento, além de discordância sobre o tema Mudanças no uso do solo. Uma segunda fase da COP-6 foi então estabelecida em Bonn, na Alemanha, em julho de 2001, após a saída dos Estados Unidos do Protocolo de Quioto sob a alegação de que os custos para a redução de emissões seriam muito elevados para a economia americana.

Um dos marcos da COP 8 foi a adesão da iniciativa privada e de organizações não-governamentais ao Protocolo de Kyoto e apresentação de projetos para a criação de mercados de créditos de carbono.

A COP 11 foi a primeira conferência realizada após a entrada em vigor do protocolo de Kyoto. foi na COP 11 que aconteceu a primeira Conferência das Partes do Protocolo de Quioto (COP/MOP1). Na pauta, a discussão do segundo período do Protocolo, após 2012, para o qual instituições européias defendem reduções de emissão na ordem de 20 a 30% até 2030 e entre 60 e 80% até 2050.

Durante a COP 12 O governo brasileiro propõe oficialmente a criação de um mecanismo que promova efetivamente a redução de emissões de gases de efeito estufa oriundas do desmatamento em países em desenvolvimento, que mais tarde se tornaria a proposta de Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação.

A COP 13 foi um momento de grande expectativa, durante a COP 13 foi criado o Bali Action Plan, que estipulou um prazo até dezembro de 2009 para elaborar os passos posteriores a expiração do protocolo de Kyoto. Na COP 13 estabeleceu compromissos mensuráveis, verificáveis e reportáveis para a redução de emissões causadas por desmatamento das florestas tropicais.

Enfim a grande decepção da COP 15 “Jornais de todo o mundo destacaram neste sábado (19), ao término da Conferência da ONU sobre o Clima, a decepção deixada pelo acordo mínimo de luta contra a mudança climática obtido pela COP-15. Muitos editorais afirmaram que o acordo é um verdadeiro fracasso e foi um texto costurado às pressas para salvar a honra dos organizadores. A principal crítica é que o documento não conseguiu fixar os objetivos de redução das emissões poluentes.” Objetivos reduzidos, metas abandonadas: Copenhague acaba em fracasso”, é a manchete do site do jornal britânico The Guardian. “A conferência da ONU alcançou um fraco esquema de acordo global em Copenhague, que ficou muito longe do que era esperado pela Grã-Bretanha e muitos países pobres”, indica o site.

“O ‘histórico’ acordo sobre mudança climática em Copenhague acabou em caos depois que alguns países em desenvolvimento rejeitaram o plano para lutar contra a mudança climática apresentado pelo presidente Barack Obama”, enfatiza o Daily Telegraph.
“As potências resolvem a Cúpula do Clima com um pacto insuficiente”, afirma o espanhol El País. Para o francês Libération, a conferência mostrou que as “potências deste mundo são incapazes de tomar decisões claras e voluntárias, que não conseguiram obter mais que um acordo de questões mínimas que apenas salva as aparências”.

Minha opinião:

O ideal da COP e do Protocolo de Kyoto são nobres, porém não são atraentes para nações ricas Não que os emergentes estejam fazendo algo que são as principais responsáveis pela emissão de GEE no planeta, não restam duvidas de que medidas drásticas para a melhora nos meios de obtenção de energia e produção afetariam de maneira brusca a economia desses países, que se mostram indispostos a correr riscos por questões como essas que apesar de não representarem um risco imediato deveriam sim ser consideradas prioridade.
fontes: 
portaleducacao.com.br
abrampa.org.br
brasilescola.com
infoescola.com
brasil.gov.br
fetecsp.org.br

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