sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A Vida dos Condenados - Contracultura



A cultura dos excluídos é aquela que não é aceita pela maioria, e talvez devesse permanecer desse modo, quando pensamos no que vai contra a maioria em relação a cultura podemos incluir aí qualquer tipo de arte ou estilo de vida que não seja cristão e capitalista, viver fora desses dois padrões, ou ao menos discordando dos mesmos, já te caracterizaria como um membro da contracultura. 

Por que eu digo que a contracultura deveria permanecer excluída da sociedade? Simplesmente porque tudo que está popularizado na massa de ignorantes por regra precisa ser padronizado para gerar lucro e evitar conflitos. Podemos ver isso acontecer com a mais recente modinha hipster, que acabou voltando a vestir todas as pessoas de maneira idêntica, agirem de maneira idêntica e julgarem quem simplesmente não se sente realizado dessa maneira. 

As pessoas têm dificuldade em respeitar a individualidade e qualquer coisa que se distancie do que é considerado “a moda” para aquele período é ridicularizado, qualquer coisa que se pense que não esteja na mídia do momento é considerado “rebeldia sem causa”. 

A contracultura é mais do que um estilo de música, vai além de Nirvana, The Cure e Lana del Rey, poderia citar nome, idade, rg e cpf de vários “rockeiros” tão padronizados quanto qualquer boi do gado em que vivemos. 

A contracultura real está na sua maneira de pensar, em como você age no seu dia a dia e nas suas discordâncias explicitas a respeito de nossa sociedade hipócrita. Os concertos punk e as reuniões Hippies mantiveram vivos a essência da contracultura, as noites paulistanas e os shows das Drag Queens reavivam a chama da rebeldia de viver de um jeito que o deus de todos condena, a discordância com os frutos do capitalismo e a exclusão social, tudo isso te distância da visão minimalista de todos e te permite questionar, será que está certo? 

Você não precisa de uma resposta, você não precisa enlouquecer como Nietzsche, mas precisa se permitir ser único, ser pensante, não pode se reduzir ao “Ok, obrigado”, mas evoluir para o “Aham, por quê?” 

Questionar deus, questionar seus pais, questionar seus governantes, questionar inclusive a importância de cada uma dessas figuras e o quão bem ou mal elas te fazem, isso é contracultura. Não deixe que a liberdade vire um disco na sua estante, pense, questione, a vida é só uma e acima de qualquer coisa ela é sua, ninguém vai descer para debaixo da terra ou para os confins do inferno com você.