domingo, 26 de fevereiro de 2017

Poema: Canibal





Olha pra noite
Olho pra lua
Minha vida continua

Corro no escuro
Olho pro espelho
Vejo um jovem de joelhos

Eu dou medo?
Não pensei assim
Você que não sabe como enxergar a mim

Corro na madrugada
Como em uma pelada
Com uma faca na mão
E rastros no chão

Entro nos becos
Farejo seus desejos
Toco-me com sua dor
Mas não, para ti não tenho amor

Eu te amo
Na primeira facada
Eu desejo na segunda
Eu te consumo na terceira
E me satisfaço na quarta

Agora sou um assassino
Olha mamãe, não sou mais um menino
Tenho sangue nas mãos

Obrigado por tudo
E... Amém, irmão.