terça-feira, 25 de abril de 2017

Poema: Babilônia





Santa Babilônia
Princesa
Digna de sua beleza
Amante de ninguém
Cobiçada por outrem
Vazia, sombria, fria
Desejada por Hades
Estuprada por Belzebu
Não há quem não deseje seu corpo nu
Enamorada por cristo
Conquistada por Vishnu
Mas não é digna
É desonrada
É uma vadia, prostituta, coitada
Pagã, satanista, mulata, pobre
De seios grandes e cintura estreita
Dizem que, com ela, qualquer varão se deita
Independente da idade, Babilônia é de verdade
Não é hipócrita, não é ensaiada
É vadia, mas é de cara
É pobre, mas não faz sala
É mulata, mas se orgulha
Salve Babilônia. Salve qualquer um
Ela só assumiu a razão do seu jejum.